A QUALIDADE NA PRÁTICA AVALIATIVA DO ENSINO SUPERIOR
[1]
Paulo Fernando Martins [2]
Resumo
As atividades avaliativas estão presentes na vida de educandos e
profissionais, pois servem como norteadores de ações e, parâmetros nas tomadas
de decisão. No contexto escolar, elas são utilizadas como ferramenta de
aprovação e reprovação que, comparadas à linha de produção fordiana dariam
subsídio ao pensamento “aproveitar os bons e rejeitar os ruins”. Isto contradiz
a lógica educacional: atividades avaliativas educacionais devem ser utilizadas
como ferramentas diagnósticas do aprendizado e, também, como avaliadores do
processo desenvolvido pelo corpo docente, pela instituição e pelas políticas
educacionais vigentes. Avaliar com qualidade tem, como pressuposto, utilizar
instrumentos que permitam diagnosticar o educando desde o seu ingresso na
instituição, mas, também, todo o processo educacional que lhe é oferecido.
Frente ao exposto, alguns questionamentos podem ser levantados: Existe qualidade nas atividades avaliativas da Educação
Superior? Como as instituições utilizam as avaliações para a sua gestão
estratégica do aprendizado? As políticas educacionais buscam, realmente, a
qualidade da educação superior ou agem para beneficiar algumas instituições, em
detrimento de outras? Assim, este artigo permite a reflexão sobre as avaliações
utilizadas como ferramenta da qualidade do serviço educacional superior e,
apoia-se nos pensamentos e estudos de vários autores das áreas de educação e
qualidade. Embora tanto se fale e estude sobre a qualidade educacional do
Ensino Superior, é necessária a reflexão contínua sobre avaliações para, assim,
gerar uma modificação nas formas de aplicabilidade e, futuros resultados
qualitativos.
Palavras-chaves:
Processos de avaliação educacional. Qualidade da
Educação Superior. Intrumentos avaliativos qualitativos. Avaliação da
aprendizagem superior.