sábado, 31 de agosto de 2013



A QUALIDADE NA PRÁTICA AVALIATIVA DO ENSINO SUPERIOR [1]


Paulo Fernando Martins [2]

                       
Resumo
As atividades avaliativas estão presentes na vida de educandos e profissionais, pois servem como norteadores de ações e, parâmetros nas tomadas de decisão. No contexto escolar, elas são utilizadas como ferramenta de aprovação e reprovação que, comparadas à linha de produção fordiana dariam subsídio ao pensamento “aproveitar os bons e rejeitar os ruins”. Isto contradiz a lógica educacional: atividades avaliativas educacionais devem ser utilizadas como ferramentas diagnósticas do aprendizado e, também, como avaliadores do processo desenvolvido pelo corpo docente, pela instituição e pelas políticas educacionais vigentes. Avaliar com qualidade tem, como pressuposto, utilizar instrumentos que permitam diagnosticar o educando desde o seu ingresso na instituição, mas, também, todo o processo educacional que lhe é oferecido. Frente ao exposto, alguns questionamentos podem ser levantados: Existe qualidade nas atividades avaliativas da Educação Superior? Como as instituições utilizam as avaliações para a sua gestão estratégica do aprendizado? As políticas educacionais buscam, realmente, a qualidade da educação superior ou agem para beneficiar algumas instituições, em detrimento de outras? Assim, este artigo permite a reflexão sobre as avaliações utilizadas como ferramenta da qualidade do serviço educacional superior e, apoia-se nos pensamentos e estudos de vários autores das áreas de educação e qualidade. Embora tanto se fale e estude sobre a qualidade educacional do Ensino Superior, é necessária a reflexão contínua sobre avaliações para, assim, gerar uma modificação nas formas de aplicabilidade e, futuros resultados qualitativos.

Palavras-chaves: Processos de avaliação educacional. Qualidade da Educação Superior. Intrumentos avaliativos qualitativos. Avaliação da aprendizagem superior.



[1] Artigo apresentado para a disciplina “Políticas de Avaliação Institucional”, desenvolvida em 2012/2, ministrada pela Profa. Dra. Ana Maria Eyng

[2] Aluno do PPGE/PUCPR

domingo, 1 de abril de 2012

Didática. Arte ou opção?


“... a teoria e a prática devem estar conectadas ...”

Todos nós, apreciadores da educação, temos a certeza que didática é uma arte: A ARTE DE PERMITIR SIGNIFICADOS. 
Foi, inicialmente, analisada e estudada por Comenius, no século XVII e vários estudiosos contribuíram para a sua evolução e melhoria sendo vista, hoje, com a ferramenta de um processo de relação humana, no qual educadores e educandos ensinam e aprendem, juntos.
Repensar a didática é repensar o foco, a prática e os autores do processo. É repensar “o porquê” e o “como” conduzir a própria aula de maneira mais significativa.
Tendo por base Libâneo (1945), os objetivos sociais, isto é, o que se espera do aluno indivíduo deve ser transformado em objetivos de ensino, trabalhados por conteúdos e metodologias adequadas. Esta ideia se complementa com o pensamento de Luckesi (1943): “a teoria e a prática devem estar conectadas e a didática deve estar articulada nesta prática.”
Trabalhando apenas com a teoria desvincula-se a aplicação do saber, na vida. Trabalhando apenas com a prática, não se permite uma conclusão e uma reflexão, embasadas. Assim, teoria e prática precisam ser concomitantes no processo ensino-aprendizagem, como uma UNIDADE DE AÇÃO, pois, ainda, segundo Luckesi (1943):
·  a educação tem a força de salvar a sociedade.
·  a educação tem de perpetuar os valores e as características sociais.
·  a educação une forças para modificar a sociedade, fazendo-a evoluir.
Seguindo as ideias propostas, as instituições devem evoluir e proporcionar a seus profissionais de ensino a oportunidade de repensar seus valores, analisar e arriscar novas técnicas, investigar novas culturas e trazer benefícios aos jovens educandos, com aulas mais significativas. Além disso, mudanças transformam a prática diária em  atividades mais prazerosas aos educadores. .
É dever do bom educador, atualizar-se na teoria científica de sua disciplina, mas, também, repensar a prática de ensino que leva para dentro da sala de aula.

Mãos à obra!