Vamos falar dos alunos!?

...dificuldades...pré-requisitos...e postura.


Todo processo de ensino-aprendizagem precisa ter um momento para reflexão, no qual a escola – direção, coordenação e corpo docente – analisa e avalia suas atividades pedagógicas e educacionais.
Um desses momentos é o CONSELHO DE CLASSE, que tem por principais objetivos:
1.) efetuar uma avaliação contínua do aluno, isto é, não observar, apenas a sua nota/conceito, mas a evolução do seu aprendizado.
2.) orientar o professor no “olhar” permanente a cada aluno, de forma que fiquem asseguradas observações concretas e, eliminados preconceitos criados durante o período de aulas.
3.) debater sobre o aproveitamento individualizado da turma. Cada sala tem características particulares de aproveitamento que devem ser analisadas para que todos ajam de maneira lógica e coerente.
4.) estabelecer um tipo de assistência especial para cada aluno analisado fixando, por disciplina, a metodologia a ser utilizada nos momentos de Recuperação (Paralela ou Contínua) ou nas etapas seguintes.
5.) aperfeiçoar o trabalho do professor. O Conselho de Classe permite a troca de experiências entre os profissionais, dando subsídios a um trabalho mais orientado por parte de todos: professores, orientação e direção.
6.) despertar, no professor, a consciência de uma auto-avaliação na qual avalie o seu próprio trabalho e planeje seu próximo período, visando à aprendizagem eficaz dos alunos.
Através do Conselho de Classe pode-se avaliar o aluno e o seu processo de aprendizagem, a escola e o seu processo de ensino, a equipe pedagógica (professores e orientadores) e os métodos e técnicas educacionais, buscando um aperfeiçoamento maior sobre as práticas educativas da instituição.
Gosto de ressaltar que, o Conselho de Classe, como “instrumento avaliativo” é um momento no qual se têm as informações lógicas, coerentes e precisas da vida educacional dos alunos.
O que devemos relatar e levar em consideração são: disciplinas nas quais o aluno não alcançou rendimento satisfatório; suas dificuldades cognitivas, isto é, dificuldades que têm em aprender, compreender e expor os conteúdos científicos das disciplinas e, também pré-requisitos necessários ao aprendizado; sua postura de estudante, analisada a partir da visualização de suas ações no dia-a-dia escolar.
Conforme a revista Nova Escola (Dez/09): com o Conselho de Classe “... é possível pensar nas variáveis que implicam no resultado dos alunos. Caso contrário, a equipe gestora fica refém das queixas e impressões de professores que costumam culpá-los pelo fracasso, sem pensar nas condições institucionais que podem ser melhoradas para que eles aprendam mais e, melhor.”
Obrigado pela atenção durante este ano. Em Janeiro, continuo com novas reflexões e, se quiserem, entrem em contato para trocarmos experiências, melhorando a nossa prática e essa nossa arte – Educar!