Competência de aluno


... a partir de atividades bem planejadas ... os alunos deixam de ser receptores de informações e se transformam em executores de pensamentos.

É fato: a partir de atividades, às vezes simples, os jovens têm condições de se desenvolver e, de projetar suas experiências de vida e sua forma de compreender um assunto; têm condições de desenvolver suas competências. Isto acontece porque, ao desempenhar qualquer tarefa todos nós podemos ter a oportunidade de criar, de inventar e de buscar alternativas para solucionar problemas e transpor dificuldades.
Em qualquer instituição de ensino, escolas e universidades, em todas as salas, turmas e séries, a partir de atividades bem planejadas e simples, que respondam à questão: “o que quero desenvolver?”, os educandos deixam de ser receptores de informações e se transformam em executores de pensamentos e ações, recriando, explorando, descobrindo e aprimorando vários conteúdos. Também, além de sentirem maior significado ao que lhes é dado, é fortalecida a sua autonomia na resolução de problemas, pois se sentem capazes de demonstrar sua responsabilidade e sua iniciativa.
Isto acontece porque, ao se empenhar na resolução de um problema, cada um de nós age de maneira total, inteira, tendo a possibilidade de pensar em direções variadas e de usar conhecimentos passados, inter relacionados. Basta-nos, orientadores, observarmos a coerência que ainda pode ser relativa, em função da imaturidade e/ou da pouca experiência nessa prática autônoma. Essas duas questões precisam ser treinadas para, assim, deixarem de gerar insegurança na tomada de decisões.
Desta forma, percebo que a totalidade do tempo letivo não precisa ser só de aprendizados cognitivos, as vezes maçantes; não há motivo para que uma classe passe todo o seu tempo em sala de aula, “trabalhando conceitos”. Vários momentos podem ser muito mais produtivos e criativos. Momentos que permitam o gosto por todo o rol de questões que desenvolvem e moldam um indivíduo total.
Percebo ainda que, após atividades diferenciadas recuperam-se a motivação e o interesse, contribui-se para o maior aprendizado e para o relacionamento coletivo. Assim, tudo o que foi produzido pode ser visto como uma fonte de crescimento integral.
Nós, educadores, somos incentivadores da competência e, para tanto, somos responsáveis pelas melhores e mais significativas aulas que podemos criar.