Antes de analisar qual o tipo de avaliação deve ser utilizado em determinado momento, é essencial algumas considerações:
- avaliação é uma das atividades pedagógicas necessárias ao processo ensino-aprendizagem (Psicopedagogia);
- avaliar é um verbo cujo significado é “Calcular ou determinar o valor, o preço ou o merecimento de” (Michaelis);
- avaliar e fazer uma análise da situação escolar de um aluno (Mário Covas).
A avaliação da aprendizagem é uma ferramenta pedagógica cujo objetivo não deve ser demonstrar o que o aluno não sabe; deve valorizar o conhecimento adquirido e demonstrar o que é necessário para a compreensão do ensino futuro. Para tanto, vários tipos e métodos de avaliações podem ser aplicados depois de o educador saber, exatamente, o que é significativo ao processo.
Não considero que haja tipos bons ou ruins, para se avaliar os alunos. Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens e deve ser oferecido de maneira a ser o diagnóstico para o planejamento das novas aulas.
· Avaliações objetivas de múltipla escolha podem ser utilizadas para análise e nivelamento cognitivo. Não devem medir o grau de memorização e, sim, analisar aplicações de regras e métodos pré definidos, necessários ao alcance dos objetivos.
Assim, devem ser evitadas as questões que embaracem os alunos com o único objetivo de induzi-los ao erro. Fazer pensar é nosso papel pedagógico. Fazer errar é um mal social.
· Avaliações objetivas dissertativas, sob meu ponto de vista, apenas medem o conhecimento estático e têm pouca aplicabilidade no processo ensino-aprendizagem; não permitem novas possibilidades e deixam de lado o conhecimento procedimental. Em alguns casos, podem ser utilizadas, com cautela e criatividade.
· Avaliações subjetivas de múltipla escolha são interessantes para análises de causa X efeito e probabilidades, cuja percepção de detalhes seja imprescindível e essencial à conclusão.
· Avaliações subjetivas dissertativas são flexíveis à interpretação e ao aprendizado. Permitem que os alunos exponham idéias e novos olhares possíveis para os fatos. Necessitam ser direcionadas ao que se quer avaliar delimitando, assim, caminhos de pensamento
Seja qual for o tipo de avaliação, é importante o educador ter claro qual o objetivo de sua aplicação e, não utilizá-la como “acerto de contas”. Para tanto:
- Informe sempre os materiais necessários: caderno, livros, réguas, calculadora etc
- Inicie o instrumento com orientações claras quanto ao preenchimento, medidas avaliativas, tempo, pesos das questões, etc
- Deixe ou entregue materiais com espaço suficiente para as respostas.
- Maantenha a sala ventilada, iluminada e silenciosa.
- Evite que pessoas estranhas entrem durante a aplicação das avaliações. Isso pode tirar a concentração dos alunos.
- Não cause nervosismo nos alunos.
- Formule questões inteligentes e que transmitam o conhecimento esperado. Para facilitar, abaixo estão alguns verbos que podem auxiliar a elaboração de boas questões:
> questões que analisam o “saber” e medem o conhecimento cognitivo podem se iniciar com: aplique (com base em...), assinale, classifique, comente (com base em...), compare, conclua, descreva, distingue, enumere, esboce, explique, generalize, identifique, indique, infira, interprete, lembre, reconheça, relacione, resuma, situe (no espaço ou tempo).
> questões que analisam o “saber fazer” e medem o conhecimento prático (procedimental) podem se iniciar com: analise, aplique, colete, componha. confeccione, construa, demonstre, elabore, execute, experimente, maneje, observe, planeje, reconstrua, represente, simule, teste, utilize.
> questões que analisam o “ser” e medem o conhecimento atitudinal podem se iniciar com: aceite, aprecie, comporte-se (de acordo com), deleite-se com, estude, incline-se a, interesse-se por, obedeça, permita, pesquise, pondere (positiva ou negativamente), prefira, preocupe-se com, preste atenção à, respeite, seja consciente de, sensibilize-se, sinta, tenha autonomia para, tolere.
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