Uma das atividades mais nobres, pertinente à função dos educadores é avaliar.
Infelizmente alguns, ainda hoje pensam que avaliar é apontar os erros nas provas e atividades e, desta forma gerar uma nota/conceito, marcando a vida dos alunos.
Avaliar não é isso!
Um educador que utiliza a avaliação como mecanismo de análise do aprendizado preocupa-se em encontrar acertos, e não erros. Ele aponta os erros, sim, mas dando ao aluno a chance de repensar, de refazer visto que, a escola deve ser, sempre, o espaço do aprender e do re aprender.
Admito que, todo educador deve iniciar o processo de avaliação com algumas perguntas a si mesmo: “Por que aplicarei esta atividade? O que desejo analisar com estas questões? Pretendo analisar a memorização ou o aprendizado?”
Há momentos da vida educacional nos quais os alunos ficam frente à necessidade de uma pontuação máxima. Eu me refiro a processos de vestibular, concursos de ingresso escolar ou profissional, entre outros. Desta forma, não retiro da prática as provas de múltipla escolha, nem tão pouco digo que uma prova deva ser feita num estado de total “laissez faire”. Se o objetivo do momento avaliativo é treinar os alunos para essa meta, concordo.
A avaliação, seja ela qual for, deve ser feita em estado de ordem, com regras e procedimentos.
Mas o que quero, aqui é dar ênfase ao instrumento.
Não concordo com a aplicação de provas e atividades que nada medem, ou melhor, que medem a decadência de alguns alunos; o seu não aprendizado.
Em sala de aula, não existe concorrência formal. Todos podem, e devem se sair bem, se as condições foram propícias a isso. Se não foram, medidas devem ser tomadas, antes.
Avaliar não é medir forças e, tão pouco fazer acerto de contas.
Nós, educadores temos que formular questões significativas; não, buscar “notas de rodapé” para perceber se o aluno leu determinada página.
Nós, educadores temos que permitir criatividade de respostas; não, sua padronização robotizada.
Criemos atividades que valorizem cada um de nossos alunos, suas potencialidades e seu conhecimento. Desta forma, estaremos criando pessoas que acreditam em si mesmas, que têm auto-estima, percebendo que o melhor não é saber tudo, mas, sim, expor o que se sabe.
Se quiser, me escreva para continuarmos esta discussão.