O foco na disciplina

As instituições devem auxiliar os alunos no seu desenvolvimento cidadão.

Em algumas instituições de ensino a disciplina escolar está muito comprometida tendo, como conseqüência, um baixo rendimento escolar.O que vejo na sociedade, hoje é que, ao jovem é permitido reivindicar e brigar pelos seus direitos de cidadão, pelos seus desejos, ansiedades e gostos, mas não lhe é ensinado o “como brigar”. Ele briga sem argumentos e, até mesmo sem convicções. Briga por brigar, para ser diferente, porque é adolescente. Faltam-lhe exemplos de lutas sérias que busquem objetivos concretos para si e para o grupo. Lutam sem causas e sem pensar nas conseqüências. Além disso, há uma falta de hábito no respeito e na atenção ao outro. Respeito à individualidade, às regras de convívio, às normas que tendem a organizar toda e qualquer sociedade. Vive-se uma época de individualismo; de egoísmo. Muitos alunos não vêem, na escola, um local para a aprendizagem, ou para a prática do relacionamento humano. Infelizmente, nem professores, funcionários e a própria família, às vezes, vêem. Autoridade vira autoritarismo, prepotência, imposição de poder. Não se percebe que o poder nasce da relação entre os indivíduos e seus argumentos, como diz Maria Lúcia de Arruda Aranha. Percebo, assim, um problema na convivência e uma falta de tolerância, “falta de tato” para lidar com diversidades, principalmente de pensamento. O aluno aprendeu a se impor e a escolher seu caminho sem ser-lhe ensinado que o outro também tem o mesmo direito, podendo ser diferente. Faltam-lhe objetivos pessoais e profissionais, os quais a escola, e até a faculdade possibilita o alcance.À Instituição Escolar cabe, então, não impor uma disciplina condicionadora de padrões, mas ensinar ao aluno de qualquer idade um comportamento frente a situações. Deve, antes de impor, expor possibilidades de metas e apresentar questionamentos que não impliquem no certo ou no errado, mas que façam repensar a postura de cada um. Dirigir, coordenar e educar, tendo como foco a questão da disciplina escolar deve ser um treinamento à argumentação e, não à concordância ou ao aceite. Diretores e coordenadores devem oferecer aos professores condições de treinar seu pensamento e, desta forma “trabalhar” pensamentos: dos alunos dentro e fora da sala de aula, dos pais enquanto cidadãos mantenedores e influentes desse pensamento e, da comunidade escolar que, indiretamente ensina valores e possibilidades ao aluno. O foco das instituições deve ser auxiliar os alunos no seu desenvolvimento cidadão, observando o ambiente e suas condições, no qual estão inseridos. Assim, disciplina não é questão de autoridade. Disciplina é questão de objetivos de vida.          Se quiser, no alto deste blog há uma sátira, talvez real, àqueles estudantes sem limites que chegam às empresas sem qualquer postura, visão ou objetivos de vida, pessoal ou profissional. 
         São estes profissionais que queremos formar?!